CASA DOS NONNOS




Aos 5 anos, passei uma semana em Garibaldi, na casa da minha Nonna Thereza, lembro das araucárias que cercavam a cidade, dos morros, dos parreirais da casa, das galinhas que colocavam ovos nos ninhos ,dos queijos e salames feitos em casa . E ficava intrigada com a língua italiana que a Nonna e minhas tias falavam.

Lembro dos pães com batatas, das geléias de uvas e de figos que saboreávamos no café da manhã, além da delícia de um suco de uvas feito em casa.

Então, a lembrança permaneceu na minha memória e que me fez fazer o quadro que ilustra esta crônica, além de um poema que está perdido nos meus guardados.

Lembro da minha avó com carinho, pois herdei dela uma pele rosada e saudável, pena que não tenha herdado sua beleza que atravessou o tempo.

Do meu Nonno só sei das histórias porque ele faleceu antes de eu nascer, mas foi um grande homem que lutou e trabalhou para o progresso de Garibaldi e foi homenageado com uma pracinha por estas atividades e por ter sido o Cônsul Honorário da Itália para a região, enquanto viveu.

Hoje, a casa que meu Nonno construiu para abrigar a Sociedade italiana de mútuo Socorro e foi residência da família até a morte da vó Thereza virou Museu e eu a visito sempre para reviver as histórias da família Canini.
Mas o amor à Arte, herdei do meu Nonno, através do meu pai e é esta que me leva para frente , em busca de algo que é a essência do meu viver.

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